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Nível de inglês que multinacionais e universidades esperam

Equipe Pedagógica Rockfeller | 19/04/2021 | 4 min de leitura | Voltar

Era uma vez, um tempo em que a maioria das multinacionais com sede no Brasil, nos anos 90 e 2000, pediam Inglês intermediário como requisito. Isto valia até mesmo para vagas não bilíngues. Dessa forma, os currículos de grande parte dos jovens adultos, da mesma época, sempre traziam Inglês intermediário na parte de idiomas. O padrão era usual, não importando os candidatos tivessem frequentado cursos de Inglês por um ou no máximo dois anos. Será que este padrão é pura coincidência? Ou esta era a tendência daquela geração? Qual é o nível de inglês que as multinacionais e universidades do exterior esperam de você, hoje? E como alcançá-lo de forma realista?

o nível de inglês que as multinacionais e universidades do exterior esperam de você

Eis o nível da questão

A grande questão é que o tão popular Inglês Intermediário era raramente comprovado nos processos de seleção. Por este motivo, quase todo mundo arriscava incluir esse detalhe em seus currículos. E pior, as empresas não sabiam qual nível exato de inglês elas precisavam nas contratações.

Até que o Quadro Comum Europeu de Referência para as Línguas ganhou espaço e função primordial no mundo corporativo e acadêmico mundial.

O que é o Quadro Comum Europeu de Referência para as línguas?

O QECR (Quadro Comum Europeu de Referência) é o padrão de qualificação para níveis de fluência em idiomas. A maioria das empresas e universidades em nosso planeta adota este sistema. Ele resulta de uma iniciativa do governo suíço, com apoio do Conselho da Europa. Finalmente adotando métricas para classificar os níveis de competência, de forma clara e prática para todos.

Para a língua inglesa, testes internacionais como TOELF, TOEIC, IELTS, CAMBRIDGE, entre outros, avaliam competências de comunicação que vão do A1 (nível básico) ao C2 (nível avançado). Esta classificação permite ter uma noção mais realista sobre nosso nível de fluência em Inglês.

Afinal, qual nível eu preciso ter para me candidatar a uma vaga de trabalho no exterior?

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Esta resposta vai variar bastante de cargo para cargo e de empresa para empresa.

Mas se você fizer uma pesquisa rápida nas vagas de emprego no exterior pelo LinkedIn, por exemplo, você vai perceber um padrão no requisito de idiomas para o nível B2+. Assim, podemos dizer que no geral, as empresas procuram por candidatos com nível mínimo B2.

Perguntamos para Aline Carvalho, Tech Recruiter e Analista Trilíngue de RH, como é feita a avaliação de fluência inglês pelas empresas na prática. “Geralmente, quando a vaga exige somente ‘conhecimentos’ no idioma, apresentar um certificado internacional é o bastante. Quando a oportunidade exige que o candidato atue realmente numa posição bilíngue, é necessário que ele ou ela demonstre desenvoltura no inglês e consiga se comunicar com clareza”, diz ela.

Aline completa: “As entrevistas também são realizadas em inglês, momento em que o candidato irá relatar a sua experiência e conhecimentos técnicos necessários àquela demanda. É importante que se tenha o certificado reconhecido em língua inglesa, mas principalmente que saiba se comunicar e defender seus argumentos. Entendemos que a língua é um mecanismo vivo e necessita estar sempre em desenvolvimento para se manter uma boa fluência. Portanto, o ideal é que o candidato busque sempre aprimorar seus conhecimentos e habilidades no idioma, assim terá um ótimo resultado em qualquer processo de recrutamento aqui e no exterior.”

E se eu quiser fazer um mestrado fora do país?

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O nível exigido pela maioria dos programas de mestrado, doutorado e pós-doutorado no exterior é acadêmico, principalmente nas habilidades de leitura e escrita para fins de produção científica.

Como nenhum teste internacional mede o conhecimento acadêmico ou científico dos aplicantes, o nível mínimo recomendado para fins acadêmicos é o C1, ou seja, proficiente de forma eficaz.

Daniela Rebello, publicitária, professora dos cursos de comunicação, artes e programa internacional da Universidade do Vale do Itajaí e pesquisadora sobre comportamento do consumidor explica que “pesquisadores que buscam suas titulações internacionalmente precisam conhecer a aplicação da língua e seu domínio também para a escrita acadêmica. Esse é um dos primeiros desafios dos professores pesquisadores em experiência internacional – aprender a redigir seus estudos em outro idioma, no caso inglês. Alguns tentam ‘driblar’ esse obstáculo escrevendo em português e depois fazendo a tradução, o que não é o ideal pois escrever no idioma alvo enriquece não apenas o conteúdo, como o próprio aprendizado do autor.”

Daniela recomenda a leitura de artigos e textos científicos escritos por pesquisadores no país de destino, aprofundamento nos termos e técnicas específicas da área de estudo, e se houver possibilidade, cursar disciplinas de “academic writing” com currículo internacionalizado antes mesmo de deixar o Brasil.

Por fim, ela ainda ressalta que todos os candidatos a pesquisas internacionais precisam passar por entrevistas com o orientador e apresentar seu projeto como parte do processo seletivo, tudo isso em Inglês.

Então, o que fazer para atingir os níveis mais avançados de proficiência?

O nível de inglês que as multinacionais e universidades do exterior esperam de você dependerá de estudar, estudar, estudar, praticar, praticar e praticar mais um pouco. E de fazer um bom planejamento, onde deverá constar o teste internacional que você precisa fazer. As universidades aceitam alguns testes e outros não. Contabilize o tempo que você tem para se preparar e as opções mais viáveis para sua realidade.

Mas eu posso simplesmente assistir filmes, músicas ou passar um tempo viajando pelo exterior que consigo atingir uma boa fluência, certo?

Errado!

Para este fim, a aquisição do idioma somente não é suficiente. Para entender melhor sobre aquisição e aprendizado, leia aqui.

Se você é iniciante, comece e persista em evoluir no seu aprendizado. Se você já é mais avançado, se comunica melhor e é mais confiante em usar o idioma em situações diversas, faça cursos preparatórios para o teste internacional desejado. Além disso, simule seu score sempre que possível. Estes testes não são gratuitos e exigem uma pausa entre uma tentativa e outra pelo mesmo aplicante.

Você sabia que a rede Rockfeller é aplicadora oficial dos testes internacionais TOEFL, TOEFL Jr e TOEIC? Acesse aqui.


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